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Doença Renal

Doença Renal Crônica: Sintomas, Estágios e Tratamento

Guia completo do nefrologista sobre a doença renal crônica (DRC) — diagnóstico precoce, estágios e como evitar a diálise.

Junho de 2026 · 8 min de leitura

Médico nefrologista acolhendo paciente em consulta humanizada

A doença renal crônica (DRC) é a perda progressiva e geralmente irreversível da função dos rins ao longo de meses ou anos. Estima-se que cerca de 10% da população mundial tenha algum grau de DRC — a maioria sem saber, porque os sintomas só aparecem em fases avançadas.

Diagnosticar a doença renal cedo é a diferença entre preservar a função dos rins por décadas e progredir rapidamente para diálise ou transplante renal.

Quais são as principais causas?

Hipertensão arterial e diabetes mellitus são responsáveis por mais de 60% dos casos. Glomerulonefrites, doença renal policística, infecções urinárias de repetição, obstruções urinárias crônicas, uso prolongado de anti-inflamatórios e doenças autoimunes também são causas importantes.

Sintomas da doença renal crônica

Nos estágios iniciais, a DRC é praticamente silenciosa. Quando os sintomas aparecem, podem incluir: cansaço excessivo, inchaço nos pés e tornozelos, urina espumosa, alteração no volume ou cor da urina, pressão alta de difícil controle, falta de apetite, náuseas, coceira na pele e câimbras.

Por ser silenciosa, a doença é frequentemente diagnosticada apenas em exames de rotina — com elevação da creatinina, queda da TFG ou presença de proteína na urina.

Os 5 estágios da DRC

A doença é classificada pela Taxa de Filtração Glomerular (TFG): Estágio 1 (TFG ≥ 90) — função normal com algum dano renal; Estágio 2 (60–89) — leve redução; Estágio 3 (30–59) — redução moderada, sintomas iniciais possíveis; Estágio 4 (15–29) — redução grave, preparação para terapia substitutiva; Estágio 5 (< 15) — falência renal, com indicação de diálise ou transplante.

Tratamento: dá para evitar a diálise?

Sim, em muitos casos. O tratamento foca em controlar as causas (pressão, diabetes), proteger os néfrons restantes (com IECA, BRA ou inibidores SGLT2 quando indicados), corrigir distúrbios secundários (anemia, ósseo-mineral) e adequar a dieta. Pacientes acompanhados desde o estágio 3 têm chance muito maior de retardar a progressão.

O acompanhamento regular com um nefrologista é o fator que mais reduz a velocidade de evolução da DRC e prepara, quando necessário, a transição para hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal de forma planejada e segura.

Atendimento

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