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Tratamento

Cálculo Renal: Prevenção e Tratamento

Pedra nos rins, sintomas, exames e os hábitos que evitam novas crises.

Junho de 2026 · 6 min de leitura

Cálculos renais sendo manipulados com instrumentos cirúrgicos sobre superfície clara

O cálculo renal — popularmente conhecido como pedra nos rins — é uma das condições mais frequentes na prática nefrologica e responsável por uma das dores mais intensas que um ser humano pode sentir. Estima-se que cerca de 10% da população brasileira terá um episódio de cálculo ao longo da vida.

Após o primeiro episódio, o risco de formar uma nova pedra nos próximos 5 a 10 anos pode chegar a 50%. Por isso, prevenção e investigação adequada são fundamentais.

Como reconhecer uma crise de cálculo

O sintoma clássico é a cólica renal: dor intensa em cólica, geralmente em um dos lados das costas ou na região lombar, que pode irradiar para o abdome e para a virilha. Costuma vir acompanhada de náuseas, vômitos, sangue na urina e, em alguns casos, febre.

Diante de uma crise, a recomendação é procurar atendimento médico para alívio da dor, exames de imagem (ultrassom ou tomografia) e avaliação da necessidade de tratamento urológico.

Por que algumas pessoas formam cálculos com facilidade?

A formação de cálculos depende de fatores genéticos, alimentares, hidratação e doenças associadas (gota, hiperparatireoidismo, infecções urinárias de repetição). Cada tipo de cálculo (cálcio, ácido úrico, cistina, estruvita) tem causas e tratamentos específicos.

Após um episódio, é essencial uma investigação metabólica — com exames de sangue, urina de 24 horas e análise do cálculo eliminado — para identificar a causa e personalizar a prevenção.

Prevenção: hábitos que realmente funcionam

Hidratação abundante é a recomendação universal: produzir mais de 2 litros de urina por dia reduz significativamente o risco de novos cálculos. Reduzir o sal, moderar proteínas animais, manter ingestão adequada de cálcio na dieta e evitar excesso de oxalato (espinafre, beterraba, chocolate) também são medidas eficazes.

Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue diminuir drasticamente o risco de novas crises e preservar a saúde renal a longo prazo.

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